Depois dos Biocombustíveis, vem aí os BioPneus, que muito em breve, estarão a disposição dos motoristas. Os biopneus, ou pneus verdes, são menos agressivos ao meio ambiente dos que os pneus atuais. Nos biopneus, um dos principais ingredientes dos pneus tradicionais, derivado do petróleo, é substituído por um composto derivado de plantas. Hoje, cada pneu fabricado consome 26 litros de petróleo. Por ano, são produzidos cerca de um bilhão de pneus. E ainda não se encontrou uma solução definitiva para a reciclagem dos pneus usados.
Assim como o etanol brasileiro, a solução para a fabricação dos pneus verdes, com matérias-primas renováveis, pode vir da cana-de-açúcar, e também do milho e até de uma gramínea, a switchgrass, muito pesquisada nos Estados Unidos. Este novo processo utiliza os açúcares derivados da biomassa para produzir um composto químico chamado isopreno, que hoje é um derivado do petróleo, e um dos principais componentes do pneu.
"Tem havido uma busca intensiva, há anos, por fontes alternativas de isopreno, em particular a partir de recursos renováveis, como a biomassa," disse o Dr. Joseph McAuliffe, que apresentou o novo processo durante a Conferência Anual da Sociedade Química Americana, nos Estados Unidos.
"Um dos desafios técnicos tem sido o desenvolvimento de um processo eficiente para converter os açúcares em isopreno. Nós resolvemos isto utilizando um processo de fermentação baseado em uma cepa de bactérias geneticamente modificadas para converter os carboidratos da biomassa em nosso bioisopreno," diz McAuliffe, que trabalha para a Genencor, uma empresa de biotecnologia.
A empresa agora firmou um contrato com a Goodyear, uma das maiores fabricantes de pneus do mundo, para levar o processo para escala industrial, integrando o processo de fermentação, recuperação e purificação do bioisopreno.
O isopreno tem várias aplicações além da fabricação de pneus. Pode ser utilizado na produção de luvas cirúrgicas e produtos de higiene feminina a adesivos de alta fusão e copolímeros de bloco. Sua produção atinge quase um bilhão de toneladas anuais.
"Este é um mercado enorme," disse McAuliffe. "O bioisopreno servirá como uma alternativa renovável e economicamente competitiva ao isopreno. É o tipo de material que poderá abrir novos mercados, por isso eu acredito os números de consumo atual do isopreno subirão muito quando o isopreno renovável estiver disponível," prevê ele.
O pesquisador contou que, esse novo composto, o bioisopreno derivado da biomassa deverá estar no mercado dentro de cinco anos, tornando viável o início da produção dos pneus verdes.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)

