quinta-feira, 3 de junho de 2010

Em breve...os BIOPNEUS

Depois dos Biocombustíveis, vem aí os BioPneus, que muito em breve, estarão a disposição dos motoristas. Os biopneus, ou pneus verdes, são menos agressivos ao meio ambiente dos que os pneus atuais. Nos biopneus, um dos principais ingredientes dos pneus tradicionais, derivado do petróleo, é substituído por um composto derivado de plantas. Hoje, cada pneu fabricado consome 26 litros de petróleo. Por ano, são produzidos cerca de um bilhão de pneus. E ainda não se encontrou uma solução definitiva para a reciclagem dos pneus usados.
Assim como o etanol brasileiro, a solução para a fabricação dos pneus verdes, com matérias-primas renováveis, pode vir da cana-de-açúcar, e também do milho e até de uma gramínea, a switchgrass, muito pesquisada nos Estados Unidos. Este novo processo utiliza os açúcares derivados da biomassa para produzir um composto químico chamado isopreno, que hoje é um derivado do petróleo, e um dos principais componentes do pneu.
"Tem havido uma busca intensiva, há anos, por fontes alternativas de isopreno, em particular a partir de recursos renováveis, como a biomassa," disse o Dr. Joseph McAuliffe, que apresentou o novo processo durante a Conferência Anual da Sociedade Química Americana, nos Estados Unidos.
"Um dos desafios técnicos tem sido o desenvolvimento de um processo eficiente para converter os açúcares em isopreno. Nós resolvemos isto utilizando um processo de fermentação baseado em uma cepa de bactérias geneticamente modificadas para converter os carboidratos da biomassa em nosso bioisopreno," diz McAuliffe, que trabalha para a Genencor, uma empresa de biotecnologia.
A empresa agora firmou um contrato com a Goodyear, uma das maiores fabricantes de pneus do mundo, para levar o processo para escala industrial, integrando o processo de fermentação, recuperação e purificação do bioisopreno.
O isopreno tem várias aplicações além da fabricação de pneus. Pode ser utilizado na produção de luvas cirúrgicas e produtos de higiene feminina a adesivos de alta fusão e copolímeros de bloco. Sua produção atinge quase um bilhão de toneladas anuais.
"Este é um mercado enorme," disse McAuliffe. "O bioisopreno servirá como uma alternativa renovável e economicamente competitiva ao isopreno. É o tipo de material que poderá abrir novos mercados, por isso eu acredito os números de consumo atual do isopreno subirão muito quando o isopreno renovável estiver disponível," prevê ele.
O pesquisador contou que, esse novo composto, o bioisopreno derivado da biomassa deverá estar no mercado dentro de cinco anos, tornando viável o início da produção dos pneus verdes.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

OCEANOS MAIS ÁCIDOS...

As emissões de dióxido de carbono que contribuem para o aquecimento global também estão deixando os oceanos mais ácidos no ritmo mais acelerado em centenas de milhares de anos, diz relatório do Conselho Nacional de Ciências dos Estados Unidos.


"A química do oceano está mudando numa taxa e numa magnitude sem precedentes, devido às emissões antropogênicas de dióxido de carbono", disse o Conselho. "A taxa de mudança excede qualquer uma conhecida que tenha ocorrido nas últimas centenas de milhares de anos."

A acidificação dos mares corrói recifes de coral, interfere com a capacidade de algumas espécies de peixe em se localizar e pode prejudicar frutos do mar como mariscos e ostras, impedindo-os de produzir suas conchas.

A corrosão ocorre quando o dióxido de carbono estocado nos mares reage com a água e forma ácido carbônico. A menos que as emissões de CO2 diminuam, o mar ficará cada vez mais ácido, disse o relatório.

Os oceanos absorvem cerca de 30% de todo o dióxido de carbono emitido pela humanidade. O aumento de acidez é de 0,1 ponto na escala de 14 pontos do pH, o que significa que o indicador mudou mais desde o início da revolução industrial do que em qualquer outro momento dos últimos 800.000 anos.

O relatório pede o estabelecimento de uma rede de observação para monitorar a química e a biologia dos oceanos no longo prazo.

sábado, 10 de abril de 2010

CAMADA DE OZÔNIO X CHUVA ÁCIDA

Produtos químicos que ajudaram a resolver uma crise ambiental global na década de 1990 - o buraco na camada de ozônio da Terra - podem estar causando um outro problema ainda pior - a chuva ácida.


A conclusão é de um estudo sobre os compostos químicos que substituíram os clorofluorocarbonos (CFCs), produtos químicos que eram usados em condicionadores de ar, geladeiras, latas de spray e outros produtos, e que foram banidos mundialmente por danificarem a camada de ozônio.


Super efeito estufa


O grupo de cientistas das universidades Purdue, Flórida e Arkansas, todas nos Estados Unidos, destacam que os HCFCs (hidroclorofluorocarbonos) surgiram como substitutos do CFC porque eles não danificam a camada de ozônio.

No entanto, estudos posteriores sugeriram a necessidade de um substituto para os substitutos, mostrando que os HCFCs agem como super gases de efeito estufa, 4.500 vezes mais potentes do que o dióxido de carbono.


Chuva ácida


O novo estudo vem acrescentar outro item a estas preocupações, levantando a possibilidade de que os HCFCs podem se quebrar na atmosfera para formar o ácido oxálico, um dos vilões da chuva ácida.

Os cientistas usaram uma modelagem por computador para mostrar como os HCFC podem formar o ácido oxálico por meio de uma série de reações químicas que ocorrem na alta atmosfera.

O modelo, afirmam eles, pode ter usos mais amplos, ajudando a determinar se os candidatos a substituto dos substitutos são ambientalmente benignos antes que os fabricantes gastem bilhões de dólares em sua fabricação e comercialização.


Ponto contra a geoengenharia

Os efeitos colaterais das manipulações humanas do clima são o principal argumento dos cientistas que se opõem a experiências de geoengenharia, cujo principal objetivo é fazer grandes intervenções com vistas a frear o aquecimento global.

Recentemente, um estudo mostrou que a manipulação intencional da radiação solar - um dos métodos defendidos para diminuir o calor do Sol que atinge a Terra e, com isso, diminuir o aquecimento global - também criaria problemas para o ciclo global da água.



Bibliografia:
Hydroxyl Radical Substitution in Halogenated Carbonyls: Oxalic Acid Formation
Carrie J. Christiansen, Shakeel S. Dalal, Joseph S. Francisco, Alexander M. Mebel, Jeffrey S. Gaffney
Journal of Physical Chemistry A
February 2010
Vol.: 2010, 114 (8), pp 2806-2820
DOI: 10.1021/jp9045116

quinta-feira, 18 de março de 2010

Quanto mais velho, mais poluente

A idade da frota de carros influi diretamente na quantidade de poluição emitida. Nos últimos anos, a indústria automobilística se adequou às exigências ambientais. Um carro fabricado em 1986, por exemplo, emitia 54 gra­mas de gás carbônico por quilômetro rodado. Hoje, essa emissão diminuiu para 0,3 gramas. As informações foram re­­passadas pela coordenadora do curso de bacharelado em Quí­­mica pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Eli­za­beth Weinhardt Scheffer. Ela ressalta que os fabricantes conseguiram reduzir em até 90% a emissão de poluentes.


“A qualidade do combustível e a tecnologia do motor são fatores importantes para o controle de emissão de poluentes. Com o uso, o desgaste de peças e componentes afeta as características de eficiência do motor, provocando índices mais elevados de emissão”, completa. A coordenadora lembra também que a emissão de poluentes depende do tipo de motor e de combustível usado.

A adição de álcool à gasolina já foi um avanço. O Brasil, conforme Elizabeth, foi pioneiro ao adicionar compostos oxigenados, como o álcool, à gasolina, mas o gás natural veicular ou ainda os carros flex (abastecidos com álcool e gasolina) devem reduzir ainda mais os níveis de poluição provocada pelos automóveis.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Curiosidades - II

Gelatina

A gelatina é extraída da pele, das cartilagens e dos ossos bovinos. Você sabia que além de ser utilizada como alimento, é também muito utilizada na medicina e em certas indústrias. Um bom exemplo disso é a sua utilização como cobertura das cápsulas de produtos farmaceuticos. Ela ainda é ótima como emulsão fotográfica e na fabricação de cabeças de fósforos e lixas.

Como surgiu o sabão

O processo para se obter o sabão é uma das mais antigas reações químicas. Suspeita-se que sua origem foi a partir da prática de se ferver gordura animal contaminada com cinzas, uma espécie de coalho se forma durante o processo, esta seria uma das descobertas mais importantes da história.

Por volta do ano de 23-79 d.C, o historiador romano Plínio, o Velho, deixou registrado o método de obtenção do sabão duro e mole, e a partir do século XIII iniciou-se a fabricação em larga escala.
Só alguns anos mais tarde, através do químico francês Michel-Eugène Chevreul (1786-1889), foi possível constatar que a formação do sabão se dava em virtude de uma reação química.
O sabão já teve outras utilizações além da limpeza, os Romanos o usavam numa mistura com emplastros para tratar queimaduras e ferimentos. Nessa época, somente pessoas a serem homenageadas podiam se banhar com sabão.
Agora uma pergunta bem interessante: qual veio primeiro, o sabão ou a prática de lavar roupa? Em tempos remotos, a lavagem de roupas era feita de modo bem diferente. Hoje temos acesso a detergentes, amaciantes, alvejantes etc., há muitos anos não existia nada disso e a saída era usar de artifícios nada convencionais. Acredite se quiser, as roupas eram lavadas com urina. Isso mesmo, a urina humana era usada junto à água para limpar vestimentas.
A ideia tem fundamentação científica: a urina possui em sua composição química o amoníaco, substância usada nos dias atuais para a composição de alvejantes. Graças à evolução dos produtos podemos usufruir hoje de roupas com cheirinho de limpeza, viva a modernidade!


Desodorantes
 
A descoberta dos desodorantes foi um alívio para quem transpira muito. Mas para saber sobre a composição destes heróis é preciso se informar sobre o que deixa seu suor tão mal cheiroso.

O ato de “suar” é uma forma que o corpo encontra para regular a temperatura e eliminar toxinas. O suor é composto por proteínas, aminas, ácidos graxos, cloreto de sódio, entre outros compostos orgânicos. Alguns deles possuem um cheiro natural nada agradável, como os ácidos graxos, por exemplo, e a ação de bactérias presentes em nosso corpo pode fazer tudo piorar. É aí que sentimos aquele odor horrível de “peixe podre”. Mas não se preocupe, pensando neste problema é que foram desenvolvidos os desodorantes e os antitranspirantes.
Os desodorantes com suas fragrâncias conseguem disfarçar os odores. A presença do composto peróxido de zinco promove a oxidação de aminas e ácidos graxos, esta ação inibe parte do cheiro emitido por estas substâncias. Desodorantes possuem também agentes antibacterianos para eliminar bactérias já presentes no corpo.
Mas se você é daqueles que precisam de uma ajudinha extra para aliviar o odor, então deve apelar para os antitranspirantes, que evitam que seu corpo transpire e definitivamente não produza bactérias. Os adstringentes presentes na composição agem sobre as glândulas sudoríparas, comprimindo-as, e o resultado você sente na pele.
Compostos derivados do elemento alumínio (Al), como o Cloridrato de alumínio e Cloreto de alumínio hidratado, são alguns dos ingredientes desses milagrosos inibidores do mau cheiro.

Estado Físico do Fogo
 
Para um material se classificar como sólido, líquido ou gasoso, ele precisa primeiramente ter matéria, esse não é o caso do fogo, considerando que se trata de uma forma de energia. A dúvida surgiu com a proposta de que o fogo teria dois estados físicos: gasoso e plasma.

Para quem não conhece, o plasma se caracteriza pela presença de íons superaquecidos que constituem o chamado gás ionizado, uma forma diferente do estado gasoso. Cientistas o batizaram de quarto estado físico da matéria. Na composição das estrelas, do cosmo, podemos encontrar matéria nesse estado.
Não é preciso ir ao espaço para ver de perto, podemos encontrar substâncias no estado físico de plasma em nossa própria casa, um exemplo é o material presente no interior das lâmpadas fluorescentes (lâmpadas de Tungstênio).
Retomando as propriedades físicas do fogo, como sabemos, trata-se de uma energia liberada pela reação de oxidação entre um combustível e um comburente, dando origem às reações de combustão. Se você reparar nas chamas produzidas durante o processo, vai notar a presença da coloração azul e vermelha.
Essa foi a questão que deu espaço para a suposição de que no fogo poderíamos encontrar matéria em dois estados físicos: a chama vermelha estaria no estado gasoso e a azul no estado de plasma. Mas como já vimos, o fogo é energia e não se encaixa nessa classificação.
A diferença na coloração implica na intensidade da chama, as chamas azuis são mais quentes, podemos conferir esta propriedade no fogão da nossa cozinha: a chama produzida tem coloração azul.

Por que a pimenta arde?
 
Antes de saber sobre o porquê do ardido da pimenta, confira os benefícios desse tempero para o nosso organismo:

• Para quem sofre de enxaquecas, eis a solução: a capsaicina, substância presente na pimenta, provoca a liberação de endorfinas (analgésicos naturais extremamente potentes fabricados pelo nosso cérebro). Quanto maior a liberação de endorfina, menor a sensação de dor e crises de enxaqueca.
• Auxilia na digestão: a substância picante da pimenta (capsaicina) melhora o funcionamento do intestino.
• Poder antioxidante: a pimenta possui a propriedade antioxidativa que retarda o envelhecimento de nossas células.
• Propriedade anticâncer.
Diante de tantos efeitos benéficos, fica a pergunta: mesmo para quem não gosta do sabor picante da pimenta, vale a pena ingerí-la só para garantir uma vida saudável? É claro que sim. Conheça agora a química responsável pela característica apimentada.
As capsaicinas presentes na casca e em maior quantidade na semente das pimentas, são encarregadas de enviar ao cérebro os comandos sensitivos. O mecanismo é simples, você coloca a pimenta na boca, essa entra em contato com a língua e libera as substâncias, que ativam no mesmo instante um receptor de dor do cérebro denominado de nervo trigêmeo, o responsável por ligar os órgãos boca, nariz e olhos. Daí o porquê de nossos olhos lacrimejarem, o nariz ficar irritado, além da boca formigando quando se ingere pimenta. Uma solução prática para o problema é ingerir, no mesmo instante, um copo de leite. O leite neutraliza a ação dos capsaicinoides.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Liberação de Metano no Ártico

Aumento de libertação de gás que contribui para o efeito de estufa pode prejudicar clima da Terra

Uma equipa de investigadores do International Arctic Research Centre e da Academia Russa das Ciências descobriu uma série de «chaminés» na plataforma Árctica da Sibéria Oriental de onde está a ser libertado oito milhões de toneladas de metano todos os anos.


Este gás, que juntamente com o vapor de água e o dióxido de carbono, contribui para o efeito de estufa, poderá em grande quantidade ser prejudicial para o clima do planeta. Segundo Natalia Shakhova, a responsável pelo estudo publicado esta semana na revista «Science», as consequências climáticas são difíceis de prever.

Este composto, que se encontrava encerrado no solo congelado da tundra siberiana desde a última glaciação, é 30 vezes mais potente que o dióxido de carbono. A libertação de um por cento do metano armazenado nestes depósitos poderia multiplicar por três ou quatro a actual carga de gás na atmosfera.

Os cientistas estudaram esta região entre 2003 e 2008 e as suas conclusões mostram que o solo submarino congelado, antes considerado uma barreira impermeável para o gás, está actualmente repleto de buracos devido ao aquecimento global geral.

O estudo explica que mais de 80 por cento das águas profundas e metade das águas superficiais desta região apresentam níveis de metano oito vezes maiores do que é habitual no mar.

O derretimento do fundo marinho permite a fuga do gás e a escassa profundidade desta zona, aproximadamente 50 metros, facilita que este se liberte rapidamente.


O investigador Martin Hemann, do Instituto Max Planck de Biogeoquímica, escreve, no mesmo número da «Science», que, ainda assim, estes dados não são para já muito alarmantes. Isto porque as actuais emissões globais de metano, em que se incluem as geradas pela actividade humana, alcançam 490 milhões de toneladas.

Embora esta libertação no Árctico seja ainda insignificante, resta saber se com a avançar do aquecimento global as emissões se vão tornar mais significativas.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Curiosidades - I

Você pode por um bife em uma vasilha com Coca-Cola e ele desaparecerá em dois dias.
Para remover manchas em pára-choques cromados de carros antigos, esfregue a peça com um pedaço de papel alumínio amassado embebido em Coca-Cola.
A Coca-Cola é um ótimo desentupidor de pia, pois dissolve a gordura nos canos.
Os óculos ficarão brilhando se você limpar com vinagre. Uma gota em cada lente é o suficiente.
O ferro de passar roupa desliza mais facilmente sobre as roupas se você usar pasta de dente no fundo do ferro.
Para evitar cheiro na geladeira coloque uma caixa de bicarbonato de sódio aberta. Ele absorve completamente todos os odores dos alimentos guardados.

Qual é o composto com o cheiro mais desagradável que existe?
 
Muitos compostos de enxofre com baixo peso molecular produzem reações adversas nas pessoas, mesmo se elas nunca tiveram contato com estes compostos antes, como as emissões do gambá (n-butiltiol). O ácido butanóico faz lembrar o cheiro de vômito e putricina (1,4-butanodiamina) e cadaverina (1,5-pentanodiamina) lembram a carne podre. 

Do que são feitos os corretivos do tipo "branquinho"?
 
A composição básica do "Liquid Paper" é: óxido de titânio (responsável pela cor branca na maioria das tintas), água (solvente), etanol (solvente, contribui para que a secagem seja rápida), polímero (para dar consistência), dispersantes (para manter a mistura uniforme).
Em 1951, Bette Nesmith Graham, uma secretária norte-americana, não gostava quando tinha que corrigir com um lápis-borracha uma página datilografada, pois borrava toda a folha e tinha que datilografar tudo novamente. Observando pintores que reformavam seu escritório, ela teve a idéia de produzir uma tinta branca à base de água que pudesse ser usada na correção dos seus trabalhos datilografados.
Usando a garagem e a cozinha de casa como laboratório e fábrica, ela foi gradualmente desenvolvendo um produto que foi se tornando bastante popular. Em 1956 ela batizou-o com o nome de "Mistake Out" e ofereceu à IBM, que recusou.
Quando a demanda explodiu, ela mudou o nome para "Liquid Paper" e o patenteou e registrou. Em 1975 sua firma empregava 200 pessoas e fabricava 25 milhões de unidades de Liquid Paper, distribuídas em 31 países. Em 1979 Bette Graham vendeu a companhia para a Gillette Corporation por 47,5 milhões de dólares. Bette Graham era também a mãe de Michael Nesmith, da banda The Monkees. 

Do que são feitos os adesivos que brilham no escuro?
 
Os adesivos que brilham no escuro geralmente são feitos com sulfeto de zinco. Quando o sulfeto de zinco é exposto à luz, graças à sua configuração eletrônica, os elétrons das camadas mais externas absorvem a luz e são excitados para camadas etetrônicas ainda mais externas. Quando apagamos a luz deixamos de fornecer energia aos elétrons, que aos poucos vão retornando às suas camadas eletrônicas iniciais. Durante esse retorno (que pode durar horas), eles devolvem a energia que absorveram na forma de luz. Esse fenômeno se chama fosforescência.
Alguns modelos de relógios têm detalhes fosforescentes que nunca perdem o brilho mesmo quando são deixados vários dias no escuro. Isso acontece porque o material fosforescente desses relógios está misturado com um pouco de material radioativo, que funciona como uma fonte de energia para provocar a fosforescência.
Além da fosforescência, existe um outro fenômeno, chamado de fluorescência. Diferentemente das substâncias fosforecentes, os compostos fluorescentes deixam de emitir luz assim que são colocados no escuro. Podemos observar a fluorescência quando vamos a uma discoteca. Todo mundo que está de roupas brancas fica "brilhando" no escuro graças as lâmpadas de luz negra, que é uma lâmpada de luz ultra-violeta. Quando a luz negra é desligada, o brilho da roupa desaparece. A nossa roupa brilha sob luz negra por causa de um aditivo dos sabões em pó que usamos. Esse aditivo é usado para termos a impressão de que a roupa está "mais branca do que branca", pois ele absorve a radiação UV e emite como uma luz azulada. Outras substâncias fluorescentes que podemos encontrar são a água tônica e a urina. É por isso que não tem luz negra nos banheiros das discotecas.
Quando a emissão de luz de uma substância é provocada por uma reação química ela recebe o nome de quimioluminescência.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Elemento Químico 112 é Batizado - COPERNÍCIO (Cn)

O elemento químico mais pesado que se conhece, já reconhecido pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC, em inglês), acaba de ser batizado, mais de uma década depois do seu "nascimento."




O elemento, com número atômico 112, recebeu o nome de copernicium na versão oficial - aportuguesado para copernício - e terá o símbolo químico "Cn".



O nome é uma homenagem ao astrônomo Nicolau Copérnico (1473-1543).



Elemento mais pesado que existe



A IUPAC aceitou o nome proposto pela equipe que descobriu o elemento, que trabalha no Centro para Pesquisa de Íons Pesados, em Darmstadt, na Alemanha.



Os cientistas haviam sugerido o símbolo químico "Cp", mas a IUPAC afirmou que esta abreviatura tem outros sentidos científicos, o que poderia causar confusão, terminando por optar por Cn.



O copernício é 277 vezes mais pesado do que o hidrogênio, tornando-se o elemento mais pesado oficialmente reconhecido pela IUPAC.



Antes do batismo oficial, o copernício era conhecido como unúmbio (ununbium), a palavra latina para o número 112.



Zinco mais chumbo



Os cientistas produziram o copernício pela primeira vez em 9 de Fevereiro de 1996. Usando um acelerador de 100 metros de comprimento, a equipe do Dr. Sigurd Hofmann disparou íons de zinco sobre uma folha de chumbo.



A fusão dos núcleos atômicos dos dois elementos produziu um átomo do novo elemento 112, que dura apenas uma fração de segundo. Os cientistas foram capazes de identificá-lo medindo as partículas alfa emitidas durante o decaimento radioativo do novo átomo.



O copernício é o sexto elemento descoberto por esta equipe internacional, que congrega 21 pesquisadores da Alemanha, Finlândia, Rússia e Eslováquia.



Os outros elementos nomeados pela equipe foram o Bóhrio (elemento 107), Hássio (elemento 108), Meitnério (elemento 109), Darmstádio (elemento 110) e Roentgêno (elemento 111).

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ano Internacional da Química

As Nações Unidas, na sua 63ª assembleia-geral, aprovaram a proposta da IUPAC – já anteriormente acolhida pela UNESCO – para designar 2011 como Ano Internacional da Química. A proposta foi entregue pela delegação da Etiópia com o patrocínio de 35 países e o apoio de muitos mais.

Num comunicado de imprensa conjunto, a UNESCO e a União Internacional de Química Pura e Aplicada (International Union of Pure and Applied Chemistry – IUPAC) salientam que o Ano Internacional da Química permitirá celebrar os contributos da química para o bem-estar da Humanidade.
Tendo em atenção a inclusão da celebração na Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014) as actividades a desenvolver durante 2011 deverão dar ênfase à importância da química na sustentabilidade dos recursos naturais.
Esta é uma ocasião particularmente feliz para a Sociedade Portuguesa de Química (SPQ), já que em 2011 celebrará também o primeiro centenário da sua fundação. A entidade apoiou esta iniciativa da IUPAC desde o primeiro momento e contactou directamente com o representante permanente de Portugal junto da UNESCO e o embaixador permanente de Portugal junto das Nações Unidas no sentido de os sensibilizar para um voto favorável.
Segundo Jung-Il Jin, presidente da IUPAC, "o Ano Internacional da Química vai dar um impulso global à ciência química, na qual a nossa vida e o nosso futuro se apoiam. Esperamos conseguir aumentar o conhecimento e apreciação pública pela química, atrair o interesse dos jovens pela ciência, e gerar entusiasmo para um futuro criativo da química."
Koïchiro Matsuura, Director-Geral da UNESCO, refere que aumentar a apreciação do público pela química é o mais importante, tendo em vista os desafios do desenvolvimento sustentável. “A química tem um papel fundamental no desenvolvimento de energias alternativas e na alimentação da população mundial", concluiu o director-Geral da UNESCO.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

LAVAGEM A SECO PODE CAUSAR CANCER

Cientistas descobrem que uma substância química usada na lavagem a seco em lavanderias pode ser cancerígena. A belezinha se chama percloroetileno é um solvente usado em praticamente todas as lavanderias que fazem lavagem a seco.




Sabe-se que o percloroetileno existe no ar, no solo e até mesmo no leite materno – mas então qual é o perigo? De acordo com os cientistas, o perigo está no nível de concentração do produto químico. Há um limite de “uso seguro” para o percloroetileno, uma certa porcentagem que determina se o produto pode, ou não, causar danos à saúde.



Ainda não foi comprovado que o percloroetileno é um produto cancerígeno, mas os cientistas consideram que seja “altamente provável” – sabe-se que o componente químico causa câncer em alguns animais. Além de causar câncer, o percloroetileno também pode causar danos cerebrais a quem é exposto a altos níveis da substância.



Na Califórnia, EUA, empresas de lavagem a seco já foram notificadas desde 2007 e o uso do percloroetileno está terminantemente proibido. Eles também apreenderam máquinas de lavagem a seco que usavam o produto e tinham mais de 15 anos de uso. [WebMD]

UMA MENSAGEM...

"Uma nuvem não sabe por que se move em tal direção e em tal velocidade. Sente apenas um impulso que a conduz para esta ou aquela direção. Mas o céu sabe os motivos e os desenhos por trás de todas as nuvens, e você também saberá, quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes."

A QUÍMICA DA AMIZADE


Nossa amizade é como a ligação covalente,

sempre compartilhando alegrias, tristezas...

Nunca surgirá um radical, porque essa ligação jamais se quebrará!

Sei que em alguns momentos será necessário, ver,

analisar algo errado e balancear a equação,

buscando o equilíbrio químico entre a gente.

O meu coração para você, sempre será uma cadeia aberta,

onde você sempre terá o livre arbítrio

de fazer e decidir o que quiseres,

sem sufoco, cobranças(cadeia fechada).

Em determinadas situações haverá vários intrusos

que vão querer decompor a nossa amizade...

Como por exemplo, a Distólise:

Ocorre a decomposição devido a distância.

A Pirólise: quando a decomposição ocorre

devido o amigo pirar de tanta saudade...

Mas como a ligação que existe entre nós é de alma,

ponte de hidrogênio, é muito difícil ser quebrada!

Não é uma interação fraquinha como a de Van der Walls.

Que a nossa amizade nunca evapore,

mas que sempre estejamos bem unidas, no estado sólido!

Como na reação de síntese ou adição...

pois existe a união de duas pessoas que reagem

e formam um único produto: A amizade!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

CAMPOS DE ATUAÇÃO DO ENGENHEIRO QUÍMICO

O campo de atuação do Engenheiro Químico é amplo e diversificado, sendo regulamentado pelo CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) ou pelo CRQ (Conselho Regional de Química), dependendo da área específica de atuação do profissional. Dentre as atividades sob sua responsabilidade pode-se citar:


› Controle de Qualidade em Indústrias Químicas, Agroquímicas, Petroquímicas, de Processamento de Alimentos, etc., envolvendo Análises químicas, físico-químicas e microbiológicas, incluindo o Controle de Qualidade na área ambiental (ISO 14000);

› Projeto e operação de Estações de Tratamento de Água para finalidades domésticas, de lazer e industrial (água de processo, caldeiras, sistemas de ar condicionado, etc.), etc.;

› Proteção do meio-ambiente (projeto e operação de estações de tratamento de efluentes industriais, esgoto doméstico, resíduos sólidos, remoção de material particulado do ar, estudo de impacto ambiental, recuperação de dejetos - reciclagem, etc.);

› Instrumentação e Controle Automático de Processos Químicos e Correlatos;

› Engenheiro de Processos (responsável pela operação e otimização do processo, implantação de normas de segurança, geração de vapor e ar comprimido, etc.) em indústrias de: Cerâmica, Cimento e Vidro; Fermentação (álcool, cerveja, lácteos, etc.); Perfumes, aromatizantes e aditivos alimentares; Sabões e Detergentes; Açúcar e do Amido; Fertilizantes; Nucleares; Tintas; Alimentos; Agroquímicas; Polpa de celulose e Papel; Plásticos; Farmacêutica; Processamento e Refino do Petróleo; Petroquímica incluindo gás natural e carvão; Bebidas; etc.

› Avaliação econômico-financeira de projetos, gerenciamento industrial, etc.;

› Ensino em cursos técnicos e universidades;

› Pesquisador em centros de pesquisa públicos ou privados.