As emissões de dióxido de carbono que contribuem para o aquecimento global também estão deixando os oceanos mais ácidos no ritmo mais acelerado em centenas de milhares de anos, diz relatório do Conselho Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
"A química do oceano está mudando numa taxa e numa magnitude sem precedentes, devido às emissões antropogênicas de dióxido de carbono", disse o Conselho. "A taxa de mudança excede qualquer uma conhecida que tenha ocorrido nas últimas centenas de milhares de anos."
A acidificação dos mares corrói recifes de coral, interfere com a capacidade de algumas espécies de peixe em se localizar e pode prejudicar frutos do mar como mariscos e ostras, impedindo-os de produzir suas conchas.
A corrosão ocorre quando o dióxido de carbono estocado nos mares reage com a água e forma ácido carbônico. A menos que as emissões de CO2 diminuam, o mar ficará cada vez mais ácido, disse o relatório.
Os oceanos absorvem cerca de 30% de todo o dióxido de carbono emitido pela humanidade. O aumento de acidez é de 0,1 ponto na escala de 14 pontos do pH, o que significa que o indicador mudou mais desde o início da revolução industrial do que em qualquer outro momento dos últimos 800.000 anos.
O relatório pede o estabelecimento de uma rede de observação para monitorar a química e a biologia dos oceanos no longo prazo.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
CAMADA DE OZÔNIO X CHUVA ÁCIDA
Produtos químicos que ajudaram a resolver uma crise ambiental global na década de 1990 - o buraco na camada de ozônio da Terra - podem estar causando um outro problema ainda pior - a chuva ácida.
A conclusão é de um estudo sobre os compostos químicos que substituíram os clorofluorocarbonos (CFCs), produtos químicos que eram usados em condicionadores de ar, geladeiras, latas de spray e outros produtos, e que foram banidos mundialmente por danificarem a camada de ozônio.
Super efeito estufa
O grupo de cientistas das universidades Purdue, Flórida e Arkansas, todas nos Estados Unidos, destacam que os HCFCs (hidroclorofluorocarbonos) surgiram como substitutos do CFC porque eles não danificam a camada de ozônio.
No entanto, estudos posteriores sugeriram a necessidade de um substituto para os substitutos, mostrando que os HCFCs agem como super gases de efeito estufa, 4.500 vezes mais potentes do que o dióxido de carbono.
Chuva ácida
O novo estudo vem acrescentar outro item a estas preocupações, levantando a possibilidade de que os HCFCs podem se quebrar na atmosfera para formar o ácido oxálico, um dos vilões da chuva ácida.
Os cientistas usaram uma modelagem por computador para mostrar como os HCFC podem formar o ácido oxálico por meio de uma série de reações químicas que ocorrem na alta atmosfera.
O modelo, afirmam eles, pode ter usos mais amplos, ajudando a determinar se os candidatos a substituto dos substitutos são ambientalmente benignos antes que os fabricantes gastem bilhões de dólares em sua fabricação e comercialização.
Ponto contra a geoengenharia
Os efeitos colaterais das manipulações humanas do clima são o principal argumento dos cientistas que se opõem a experiências de geoengenharia, cujo principal objetivo é fazer grandes intervenções com vistas a frear o aquecimento global.
Recentemente, um estudo mostrou que a manipulação intencional da radiação solar - um dos métodos defendidos para diminuir o calor do Sol que atinge a Terra e, com isso, diminuir o aquecimento global - também criaria problemas para o ciclo global da água.
Bibliografia:
Hydroxyl Radical Substitution in Halogenated Carbonyls: Oxalic Acid Formation
Carrie J. Christiansen, Shakeel S. Dalal, Joseph S. Francisco, Alexander M. Mebel, Jeffrey S. Gaffney
Journal of Physical Chemistry A
February 2010
Vol.: 2010, 114 (8), pp 2806-2820
DOI: 10.1021/jp9045116
A conclusão é de um estudo sobre os compostos químicos que substituíram os clorofluorocarbonos (CFCs), produtos químicos que eram usados em condicionadores de ar, geladeiras, latas de spray e outros produtos, e que foram banidos mundialmente por danificarem a camada de ozônio.
Super efeito estufa
O grupo de cientistas das universidades Purdue, Flórida e Arkansas, todas nos Estados Unidos, destacam que os HCFCs (hidroclorofluorocarbonos) surgiram como substitutos do CFC porque eles não danificam a camada de ozônio.
No entanto, estudos posteriores sugeriram a necessidade de um substituto para os substitutos, mostrando que os HCFCs agem como super gases de efeito estufa, 4.500 vezes mais potentes do que o dióxido de carbono.
Chuva ácida
O novo estudo vem acrescentar outro item a estas preocupações, levantando a possibilidade de que os HCFCs podem se quebrar na atmosfera para formar o ácido oxálico, um dos vilões da chuva ácida.
Os cientistas usaram uma modelagem por computador para mostrar como os HCFC podem formar o ácido oxálico por meio de uma série de reações químicas que ocorrem na alta atmosfera.
O modelo, afirmam eles, pode ter usos mais amplos, ajudando a determinar se os candidatos a substituto dos substitutos são ambientalmente benignos antes que os fabricantes gastem bilhões de dólares em sua fabricação e comercialização.
Ponto contra a geoengenharia
Os efeitos colaterais das manipulações humanas do clima são o principal argumento dos cientistas que se opõem a experiências de geoengenharia, cujo principal objetivo é fazer grandes intervenções com vistas a frear o aquecimento global.
Recentemente, um estudo mostrou que a manipulação intencional da radiação solar - um dos métodos defendidos para diminuir o calor do Sol que atinge a Terra e, com isso, diminuir o aquecimento global - também criaria problemas para o ciclo global da água.
Bibliografia:
Hydroxyl Radical Substitution in Halogenated Carbonyls: Oxalic Acid Formation
Carrie J. Christiansen, Shakeel S. Dalal, Joseph S. Francisco, Alexander M. Mebel, Jeffrey S. Gaffney
Journal of Physical Chemistry A
February 2010
Vol.: 2010, 114 (8), pp 2806-2820
DOI: 10.1021/jp9045116
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