quinta-feira, 18 de março de 2010

Quanto mais velho, mais poluente

A idade da frota de carros influi diretamente na quantidade de poluição emitida. Nos últimos anos, a indústria automobilística se adequou às exigências ambientais. Um carro fabricado em 1986, por exemplo, emitia 54 gra­mas de gás carbônico por quilômetro rodado. Hoje, essa emissão diminuiu para 0,3 gramas. As informações foram re­­passadas pela coordenadora do curso de bacharelado em Quí­­mica pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Eli­za­beth Weinhardt Scheffer. Ela ressalta que os fabricantes conseguiram reduzir em até 90% a emissão de poluentes.


“A qualidade do combustível e a tecnologia do motor são fatores importantes para o controle de emissão de poluentes. Com o uso, o desgaste de peças e componentes afeta as características de eficiência do motor, provocando índices mais elevados de emissão”, completa. A coordenadora lembra também que a emissão de poluentes depende do tipo de motor e de combustível usado.

A adição de álcool à gasolina já foi um avanço. O Brasil, conforme Elizabeth, foi pioneiro ao adicionar compostos oxigenados, como o álcool, à gasolina, mas o gás natural veicular ou ainda os carros flex (abastecidos com álcool e gasolina) devem reduzir ainda mais os níveis de poluição provocada pelos automóveis.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Curiosidades - II

Gelatina

A gelatina é extraída da pele, das cartilagens e dos ossos bovinos. Você sabia que além de ser utilizada como alimento, é também muito utilizada na medicina e em certas indústrias. Um bom exemplo disso é a sua utilização como cobertura das cápsulas de produtos farmaceuticos. Ela ainda é ótima como emulsão fotográfica e na fabricação de cabeças de fósforos e lixas.

Como surgiu o sabão

O processo para se obter o sabão é uma das mais antigas reações químicas. Suspeita-se que sua origem foi a partir da prática de se ferver gordura animal contaminada com cinzas, uma espécie de coalho se forma durante o processo, esta seria uma das descobertas mais importantes da história.

Por volta do ano de 23-79 d.C, o historiador romano Plínio, o Velho, deixou registrado o método de obtenção do sabão duro e mole, e a partir do século XIII iniciou-se a fabricação em larga escala.
Só alguns anos mais tarde, através do químico francês Michel-Eugène Chevreul (1786-1889), foi possível constatar que a formação do sabão se dava em virtude de uma reação química.
O sabão já teve outras utilizações além da limpeza, os Romanos o usavam numa mistura com emplastros para tratar queimaduras e ferimentos. Nessa época, somente pessoas a serem homenageadas podiam se banhar com sabão.
Agora uma pergunta bem interessante: qual veio primeiro, o sabão ou a prática de lavar roupa? Em tempos remotos, a lavagem de roupas era feita de modo bem diferente. Hoje temos acesso a detergentes, amaciantes, alvejantes etc., há muitos anos não existia nada disso e a saída era usar de artifícios nada convencionais. Acredite se quiser, as roupas eram lavadas com urina. Isso mesmo, a urina humana era usada junto à água para limpar vestimentas.
A ideia tem fundamentação científica: a urina possui em sua composição química o amoníaco, substância usada nos dias atuais para a composição de alvejantes. Graças à evolução dos produtos podemos usufruir hoje de roupas com cheirinho de limpeza, viva a modernidade!


Desodorantes
 
A descoberta dos desodorantes foi um alívio para quem transpira muito. Mas para saber sobre a composição destes heróis é preciso se informar sobre o que deixa seu suor tão mal cheiroso.

O ato de “suar” é uma forma que o corpo encontra para regular a temperatura e eliminar toxinas. O suor é composto por proteínas, aminas, ácidos graxos, cloreto de sódio, entre outros compostos orgânicos. Alguns deles possuem um cheiro natural nada agradável, como os ácidos graxos, por exemplo, e a ação de bactérias presentes em nosso corpo pode fazer tudo piorar. É aí que sentimos aquele odor horrível de “peixe podre”. Mas não se preocupe, pensando neste problema é que foram desenvolvidos os desodorantes e os antitranspirantes.
Os desodorantes com suas fragrâncias conseguem disfarçar os odores. A presença do composto peróxido de zinco promove a oxidação de aminas e ácidos graxos, esta ação inibe parte do cheiro emitido por estas substâncias. Desodorantes possuem também agentes antibacterianos para eliminar bactérias já presentes no corpo.
Mas se você é daqueles que precisam de uma ajudinha extra para aliviar o odor, então deve apelar para os antitranspirantes, que evitam que seu corpo transpire e definitivamente não produza bactérias. Os adstringentes presentes na composição agem sobre as glândulas sudoríparas, comprimindo-as, e o resultado você sente na pele.
Compostos derivados do elemento alumínio (Al), como o Cloridrato de alumínio e Cloreto de alumínio hidratado, são alguns dos ingredientes desses milagrosos inibidores do mau cheiro.

Estado Físico do Fogo
 
Para um material se classificar como sólido, líquido ou gasoso, ele precisa primeiramente ter matéria, esse não é o caso do fogo, considerando que se trata de uma forma de energia. A dúvida surgiu com a proposta de que o fogo teria dois estados físicos: gasoso e plasma.

Para quem não conhece, o plasma se caracteriza pela presença de íons superaquecidos que constituem o chamado gás ionizado, uma forma diferente do estado gasoso. Cientistas o batizaram de quarto estado físico da matéria. Na composição das estrelas, do cosmo, podemos encontrar matéria nesse estado.
Não é preciso ir ao espaço para ver de perto, podemos encontrar substâncias no estado físico de plasma em nossa própria casa, um exemplo é o material presente no interior das lâmpadas fluorescentes (lâmpadas de Tungstênio).
Retomando as propriedades físicas do fogo, como sabemos, trata-se de uma energia liberada pela reação de oxidação entre um combustível e um comburente, dando origem às reações de combustão. Se você reparar nas chamas produzidas durante o processo, vai notar a presença da coloração azul e vermelha.
Essa foi a questão que deu espaço para a suposição de que no fogo poderíamos encontrar matéria em dois estados físicos: a chama vermelha estaria no estado gasoso e a azul no estado de plasma. Mas como já vimos, o fogo é energia e não se encaixa nessa classificação.
A diferença na coloração implica na intensidade da chama, as chamas azuis são mais quentes, podemos conferir esta propriedade no fogão da nossa cozinha: a chama produzida tem coloração azul.

Por que a pimenta arde?
 
Antes de saber sobre o porquê do ardido da pimenta, confira os benefícios desse tempero para o nosso organismo:

• Para quem sofre de enxaquecas, eis a solução: a capsaicina, substância presente na pimenta, provoca a liberação de endorfinas (analgésicos naturais extremamente potentes fabricados pelo nosso cérebro). Quanto maior a liberação de endorfina, menor a sensação de dor e crises de enxaqueca.
• Auxilia na digestão: a substância picante da pimenta (capsaicina) melhora o funcionamento do intestino.
• Poder antioxidante: a pimenta possui a propriedade antioxidativa que retarda o envelhecimento de nossas células.
• Propriedade anticâncer.
Diante de tantos efeitos benéficos, fica a pergunta: mesmo para quem não gosta do sabor picante da pimenta, vale a pena ingerí-la só para garantir uma vida saudável? É claro que sim. Conheça agora a química responsável pela característica apimentada.
As capsaicinas presentes na casca e em maior quantidade na semente das pimentas, são encarregadas de enviar ao cérebro os comandos sensitivos. O mecanismo é simples, você coloca a pimenta na boca, essa entra em contato com a língua e libera as substâncias, que ativam no mesmo instante um receptor de dor do cérebro denominado de nervo trigêmeo, o responsável por ligar os órgãos boca, nariz e olhos. Daí o porquê de nossos olhos lacrimejarem, o nariz ficar irritado, além da boca formigando quando se ingere pimenta. Uma solução prática para o problema é ingerir, no mesmo instante, um copo de leite. O leite neutraliza a ação dos capsaicinoides.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Liberação de Metano no Ártico

Aumento de libertação de gás que contribui para o efeito de estufa pode prejudicar clima da Terra

Uma equipa de investigadores do International Arctic Research Centre e da Academia Russa das Ciências descobriu uma série de «chaminés» na plataforma Árctica da Sibéria Oriental de onde está a ser libertado oito milhões de toneladas de metano todos os anos.


Este gás, que juntamente com o vapor de água e o dióxido de carbono, contribui para o efeito de estufa, poderá em grande quantidade ser prejudicial para o clima do planeta. Segundo Natalia Shakhova, a responsável pelo estudo publicado esta semana na revista «Science», as consequências climáticas são difíceis de prever.

Este composto, que se encontrava encerrado no solo congelado da tundra siberiana desde a última glaciação, é 30 vezes mais potente que o dióxido de carbono. A libertação de um por cento do metano armazenado nestes depósitos poderia multiplicar por três ou quatro a actual carga de gás na atmosfera.

Os cientistas estudaram esta região entre 2003 e 2008 e as suas conclusões mostram que o solo submarino congelado, antes considerado uma barreira impermeável para o gás, está actualmente repleto de buracos devido ao aquecimento global geral.

O estudo explica que mais de 80 por cento das águas profundas e metade das águas superficiais desta região apresentam níveis de metano oito vezes maiores do que é habitual no mar.

O derretimento do fundo marinho permite a fuga do gás e a escassa profundidade desta zona, aproximadamente 50 metros, facilita que este se liberte rapidamente.


O investigador Martin Hemann, do Instituto Max Planck de Biogeoquímica, escreve, no mesmo número da «Science», que, ainda assim, estes dados não são para já muito alarmantes. Isto porque as actuais emissões globais de metano, em que se incluem as geradas pela actividade humana, alcançam 490 milhões de toneladas.

Embora esta libertação no Árctico seja ainda insignificante, resta saber se com a avançar do aquecimento global as emissões se vão tornar mais significativas.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Curiosidades - I

Você pode por um bife em uma vasilha com Coca-Cola e ele desaparecerá em dois dias.
Para remover manchas em pára-choques cromados de carros antigos, esfregue a peça com um pedaço de papel alumínio amassado embebido em Coca-Cola.
A Coca-Cola é um ótimo desentupidor de pia, pois dissolve a gordura nos canos.
Os óculos ficarão brilhando se você limpar com vinagre. Uma gota em cada lente é o suficiente.
O ferro de passar roupa desliza mais facilmente sobre as roupas se você usar pasta de dente no fundo do ferro.
Para evitar cheiro na geladeira coloque uma caixa de bicarbonato de sódio aberta. Ele absorve completamente todos os odores dos alimentos guardados.

Qual é o composto com o cheiro mais desagradável que existe?
 
Muitos compostos de enxofre com baixo peso molecular produzem reações adversas nas pessoas, mesmo se elas nunca tiveram contato com estes compostos antes, como as emissões do gambá (n-butiltiol). O ácido butanóico faz lembrar o cheiro de vômito e putricina (1,4-butanodiamina) e cadaverina (1,5-pentanodiamina) lembram a carne podre. 

Do que são feitos os corretivos do tipo "branquinho"?
 
A composição básica do "Liquid Paper" é: óxido de titânio (responsável pela cor branca na maioria das tintas), água (solvente), etanol (solvente, contribui para que a secagem seja rápida), polímero (para dar consistência), dispersantes (para manter a mistura uniforme).
Em 1951, Bette Nesmith Graham, uma secretária norte-americana, não gostava quando tinha que corrigir com um lápis-borracha uma página datilografada, pois borrava toda a folha e tinha que datilografar tudo novamente. Observando pintores que reformavam seu escritório, ela teve a idéia de produzir uma tinta branca à base de água que pudesse ser usada na correção dos seus trabalhos datilografados.
Usando a garagem e a cozinha de casa como laboratório e fábrica, ela foi gradualmente desenvolvendo um produto que foi se tornando bastante popular. Em 1956 ela batizou-o com o nome de "Mistake Out" e ofereceu à IBM, que recusou.
Quando a demanda explodiu, ela mudou o nome para "Liquid Paper" e o patenteou e registrou. Em 1975 sua firma empregava 200 pessoas e fabricava 25 milhões de unidades de Liquid Paper, distribuídas em 31 países. Em 1979 Bette Graham vendeu a companhia para a Gillette Corporation por 47,5 milhões de dólares. Bette Graham era também a mãe de Michael Nesmith, da banda The Monkees. 

Do que são feitos os adesivos que brilham no escuro?
 
Os adesivos que brilham no escuro geralmente são feitos com sulfeto de zinco. Quando o sulfeto de zinco é exposto à luz, graças à sua configuração eletrônica, os elétrons das camadas mais externas absorvem a luz e são excitados para camadas etetrônicas ainda mais externas. Quando apagamos a luz deixamos de fornecer energia aos elétrons, que aos poucos vão retornando às suas camadas eletrônicas iniciais. Durante esse retorno (que pode durar horas), eles devolvem a energia que absorveram na forma de luz. Esse fenômeno se chama fosforescência.
Alguns modelos de relógios têm detalhes fosforescentes que nunca perdem o brilho mesmo quando são deixados vários dias no escuro. Isso acontece porque o material fosforescente desses relógios está misturado com um pouco de material radioativo, que funciona como uma fonte de energia para provocar a fosforescência.
Além da fosforescência, existe um outro fenômeno, chamado de fluorescência. Diferentemente das substâncias fosforecentes, os compostos fluorescentes deixam de emitir luz assim que são colocados no escuro. Podemos observar a fluorescência quando vamos a uma discoteca. Todo mundo que está de roupas brancas fica "brilhando" no escuro graças as lâmpadas de luz negra, que é uma lâmpada de luz ultra-violeta. Quando a luz negra é desligada, o brilho da roupa desaparece. A nossa roupa brilha sob luz negra por causa de um aditivo dos sabões em pó que usamos. Esse aditivo é usado para termos a impressão de que a roupa está "mais branca do que branca", pois ele absorve a radiação UV e emite como uma luz azulada. Outras substâncias fluorescentes que podemos encontrar são a água tônica e a urina. É por isso que não tem luz negra nos banheiros das discotecas.
Quando a emissão de luz de uma substância é provocada por uma reação química ela recebe o nome de quimioluminescência.